sábado, 25 de junho de 2011

(...)


[...]Supro carências, rego desejos, desabrocho em risos ...
Matéria cobiçada... na tez macia, no calor ardente.
Alma pura, envolta em completa fissura. Sem frescuras !
Encontro prazer na forma completa, repleta, latente.Sou enigma permanente, sem ponto final, sem continências.
[...]

Ângela Bretas

quarta-feira, 22 de junho de 2011

L O V E

"Hoje eu não quero falar de amor. Quer saber por quê? Todo mundo fala de amor. As pessoas amam plantas, vizinhos, objetos, pessoas, sorvetes, cervejas. O que era pra ser amor se tornou apenas uma palavra. O que era pra ser um sentimento se tornou uma coisa. Uma simples coisa. Como podem fazer isso com o amor? Estou desconfiada. O cabeleireiro novo me chama de amor. Entro na loja e vendedora diz sorrindo “oi, amada”. Não quero ser o amor de quem acabei de conhecer. Não quero que a vendedora me olhe e diga “amada, essa calça ficou linda em você”. Desculpe, é que tenho um profundo respeito pelas palavras. Nunca na minha vida disse eu-te-amo sem sentir."
- Clarissa Corrêa

:)


Não sou santa, boa, muito menos boba. É um rosto de menina com ar de mulher. Olhos que carregam um ar de mistério e sorriso de criança que acabou de ganhar presente, inocente. Me faço de desentendida e finjo acreditar nas mentiras que me contam, gosto que as pessoas tenham a sensação de que dominam. Até prefiro o que me faz chorar de vez em quando do que sorrir o tempo inteiro, me remete falsidade, entende?E apesar de tudo a gente sempre acaba cedendo, não pelo fato de estar errado ou certo, mas sim pelo fato de amar. E sabe, amor não dou pela metade, da mesma forma espero recebê-lo inteiro, sem essa história de dividir em partes iguais.

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"(…) Eu nunca vou entender porque a gente continua voltando pra casa querendo ser de alguém, ainda que a gente esteja um ao lado do outro. Eu nunca vou entender porque você é exatamente o que eu quero, eu sou exatamente o que você quer, mas as nossas exatidões não funcionam numa conta de mais…"